
Maquinalmente. As mãos. Os olhos. Afundam-se em mensagens, deixadas em descanso. Finalmente respondem a A., pressurosas, amáveis, as palavras. Um toque de cor, ameixa. Uma verdade, no texto. A mancha aumenta e cobre a cadeira. Os olhos imaginam a parede verde maçã ou verde tília e o contraste de cor, ameixa. Outra verdade, no texto. Breve, breve, A. vai encontrar as palavras. Estas. Manchadas de cor, tão amáveis quanto as outras, antes. Agora, ameixa, verde maçã ou verde tília e também marfim. Paredes, cadeira, o quarto. As mãos sentem a cor, sentem as palavras. As mãos soltam as verdades e os olhos lêem, agora. A. compreende. Compreende porque só agora.
Iamgem de Monis
