
Do outro lado da mesa, a voz. A descrever imagens, a sugerir pormenores: o jardim, a oliveira, o jovem cipreste, também o tanque, os peixes… O corpo na esteira do sol a entrar pelas vidraças, na morna lassidão que invade a sala olho os pássaros pintados nos leques, imagino-os a esvoaçar sob o véu de gotículas douradas, as borboletas a pousarem nas pálpebras…os nenúfares e o menino a deitar água na taça e a água a escorrer no lago…a fazerem cócegas, desato a rir, esfrego os olhos. A voz pára. Espera silenciosa a saber o que virá a seguir, percebe a ideia? A cabeça acena em silêncio, agora? agora vou admirar as aves do paraíso...
Mostrar mensagens com a etiqueta diários;namban-jin; chinoiseries. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta diários;namban-jin; chinoiseries. Mostrar todas as mensagens
10.11.08
diários #6
Etiquetas:
diários;namban-jin; chinoiseries
